quinta-feira, 2 de maio de 2019

Pacientes sofrem com falta de remédios contra dengue

Os principais dispositivos de tratamento contra a doença estão em falta em diversos Centros de Saúde da cidade; Prefeitura diz que situação é pontual

Paciente a espera de atendimento contra Dengue | Foto: Denny Cesare/Código19

Os pacientes com dengue estão com dificuldades para encontrar os remédios para tratamento da doença em diversos CSs (Centros de Saúde) de Campinas. Há falta no estoque das unidades e a Secretaria de Saúde informou que o problema é corrigido diariamente.

A cidade tem 5.493 casos de dengue confirmados desde o começo do ano. Foram 1.913 novos casos em uma semana - aumento de 53,5% em relação ao dia 15, quando havia sido divulgado o último balanço. Os números foram confirmados na última segunda-feira (22).

A maior falta está no Hioscina em comprimidos. De acordo com o levantado pela reportagem do ACidade ON, 37 unidades não possuem o medicamento utilizado para tratar diarreias, sintomas comuns na dengue. O Metoclopramida, usado para o mesmo fim, falta em 12 unidades.

Em relação aos medicamentos para combater as dores, como paracetamol e dipirona, o primeiro não é encontrado em oito unidades de saúde e o segundo está em falta em sete centros de saúde.

Já os sais para reidratação oral, utilizado para o paciente não ficar desidratado, falta em 15 unidades de saúde. Ele é um dos principais dispositivos para o tratamento contra a dengue.

Os servidores, inclusive, estão pedindo para as pessoas fazerem o caseiro, já que ele não é achado nestes centros de saúde.

Investigação

De acordo com a secretaria, há anda 1.734 casos suspeitos em investigação. Campinas vive uma epidemia de dengue causada principalmente pelo tipo 2 do vírus da doença, que não circulava na cidade havia dez anos - com isso, é alto o número de pessoas que não tiveram contato com o tipo do vírus, o que facilita sua circulação.

Ainda segundo o boletim da Saúde, não há mais nenhuma morte por dengue confirmada na cidade. Desde janeiro foram dois óbitos, um ainda considerado suspeito - de uma jovem de 19 anos - e um confirmado, de uma bebê de 5 meses.

Outro lado

A Secretaria de Saúde informou, em nota, que o cronograma de reabastecimento das unidades tem uma sistemática, ocorre numa rotina pré-estabelecida. Em situações de sazonalidade, o consumo é maior e os estoques baixam muito rapidamente.

Neste momento, por conta do aumento de casos de dengue, a Secretaria de Saúde se organizou para repor os insumos específicos para o tratamento dos pacientes o mais rapidamente possível. Ainda assim, pode ocorrer de unidades terminarem seus estoques antes de serem reabastecidas.

"Quando isto acontece o gestor da unidade comunica seu superior para que o estoque seja reposto o mais breve possível. Todos os dias tem unidades sendo reabastecidas. Nesta sexta-feira, por exemplo, são oito unidades. Na segunda-feira, mais uma leva e assim sucessivamente", informou a pasta.

Por: Thiago Rovêdo | Fonte: ACidadeON Campinas