segunda-feira, 1 de abril de 2019

Paciente é dada como morta em sentença enquanto luta por medicamento contra o câncer

Carla de Melo Machado está internada no hospital de São Pedro do Sul, na Região Central, aguardando medicamento que custa R$ 17 mil a dose


Uma empresária gaúcha que luta na Justiça para ter acesso a um medicamento para tratamento de câncer de pele, que ela alega não ter condições de pagar, foi considerada morta em sentença da 3ª Vara Federal de Santa Maria. O erro constou na decisão do juiz, publicada nesta semana. Carla de Melo Machado, porém, está viva e internada no hospital de São Pedro do Sul, na Região Central.

Consta na sentença que "diante da notícia do falecimento da autora, deve ser extinto o feito". Conforme a Justiça Federal no Rio Grande do Sul, houve um erro na publicação, pois a informação foi fotocopiada equivocadamente de outro processo. Uma nova versão do processo, já corrigida, foi publicada no mesmo dia, assegura a Justiça Federal.

Carla recorreu à Justiça porque cada dose do medicamento de que precisa custa R$ 17 mil, e eram necessárias ao menos três aplicações. Com a negativa na primeira instância, a família recorreu, mas novamente não teve sucesso.

De acordo com informações do G1, na primeira negativa da Justiça, a decisão dizia que "o benefício pretendido é discutível, não restando justificada sua indicação e a utilização de vultuosos recursos públicos, retirados da coletividade, para benefício de um só paciente."


Reprodução JFRS

— Outros casos semelhantes tiveram decisões favoráveis, estamos otimistas que uma sentença favorável seja concedida ainda hoje — afirmou Mariane a GaúchaZH nesta quinta-feira (28).

Fonte: GaúchaZH