sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Postos de saúde ficam sem remédios em Florianópolis

Prefeitura da Capital está ciente e diz que a distribuição será normalizada nos próximos dias

Foto: Mateus Boaventura/CBN Diário

Moradores da região continental de Florianópolis reclamam da falta de medicamentos nas unidades de saúde dos bairros. É o caso da de Capoeiras. Desde que o almoxarifado central da prefeitura foi interditado, os postos sofrem com o desabastecimento. O motivo do fechamento foi a falta de licença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Vigilância Sanitária de São José, onde fica o prédio.

A interdição fez com que todas as unidades praticamente ficassem sem estoque – antes eram abastecidas a cada 15 dias. A liberação dos remédios para distribuição aconteceu na semana passada.

O aposentado Alexandre Melo, de 69 anos, não conseguiu os dois remédios que buscava para pressão alta ontem em Capoeiras. Ele faz tratamento há 10 anos.

— Não consegui. Disseram que o escritório central está fechado. Não pode ter intervalo no remédio, então acho que vou ter de comprar — lamentou.

O também aposentado Jairo José de Souza, 60, toma quatro medicamentos para pressão e diabetes.

— É hereditário. Meu pai faleceu com 42. A gente tem preocupação e tem de fazer o controle. E se depender do posto de saúde, não encontra medicamento. Vim mais de uma vez pegar e nunca encontro. Acho que tinha de ter um cuidado mais especial com esse pessoal que não tem condições. A gente ainda que apertado compra, mas e quem não tem como comprar? — questiona.

José Wagner Junior, 68, também foi ao posto de Capoeiras em busca de remédio para pressão. Ele não tem mais, pois tomou o último ontem.

— Agora vou na farmácia para poder dar continuidade ao meu tratamento. Já fui no posto da Coloninha na semana passada e também não tinha. Isso acontece com bastante frequência — lamenta o aposentado.

A solução

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, não faltam remédios no almoxarifado, o problema é que a empresa contratada para a distribuição não está dando conta da demanda, em função do baixo estoque em todas as 49 unidades. O secretário Carlos Alberto Justo da Silva diz que notificarão a empresa pelo atraso na entrega dos medicamento e insumos, e fala na possibilidade de ruptura de contrato.

—  Realmente nós temos todos os insumos previstos para fazer a distribuição, mas formos surpreendidos nesta última semana com a dificuldade da empresa contratada para fazer a entrega. O fiscal do contrato está notificando a empresa. Eles têm prazo e prometeram fazer a distribuição o mais rápido possível. Inclusive já entregaram em pontos mais longe. O prefeito está atendo a esta situação e já está vendo a possibilidade de ruptura deste contrato e abertura de novo processo licitatório — salientou o secretário à CBN Diário ontem.

Por: Mateus Boaventura | Fonte: NSC Total