domingo, 17 de fevereiro de 2019

Pacientes têm dificuldades para encontrar remédios de uso contínuo nos postos de Campinas

De uma lista de 164 medicamentos fornecidos pela Secretaria de Saúde, 48 estão falta. Administração afirma que estoques serão regularizados nas próximas semanas


Pacientes da rede municipal de saúde de Campinas (SP) encontram dificuldades para conseguir remédios de uso contínuo, como os prescritos para o controle do diabetes e da hipertensão, por exemplo.

Do total da lista de 164 medicamentos fornecidos pela municipalidade, 48 estão em falta. Outros 13 são encontrados em alguns postos apenas, segundo a Prefeitura.

Um dos produtos em falta é o Glicazida, usado por diabéticos, além do Carvedilol, que trata de problemas cardíacos.

A paciente Ana Saviani precisa de quatro comprimidos diários de Carvedilol. Segundo a filha dela, há semanas elas não conseguem na rede municipal.

“Eu tenho que comprar. Não posso deixar ela sem, tenho que ajustar o meu orçamento”, disse a filha dela, Anitta Campos.

Juntando os medicamentos em falta e outros não fornecidos pela rede municipal, ela tem desembolsado entre R$ 150 e R$ 200 ao mês.

Dolores Migotto, de Campinas, que encontra dificuldades para encontrar medicamentos nas farmácias públicas | Foto: Reprodução/EPTV

A paciente Dolores Migotto precisa tanto do Glicazida como o Carvedilol. Entre idas e vindas na farmácia do posto perto da casa dela, já são três meses sem receber os remédios.

"Eu vou lá e nunca tem”, disse Dolores.

O marido conseguiu há alguns meses comprar nas farmácias particulares porque estava trabalhando. Agora, a família precisa dos remédios distribuídos pela rede pública. Juntos, eles custam R$ 100.

Problemas nos postos

Na porta do posto de saúde da Vila Ipê, a EPTV, afiliada da TV Globo, encontrou, no dia 13 defevereiro, o Antônio Reis com a receita para medicamentos para o tratamento do diabetes e hipertensão.

A insulina ele conseguiu, mas faltaram os remédios para a hipertensão. No Jardim Santa Odila, o posto de saúde estava com a farmácia interditada.

O que diz a Secretaria de Saúde

Segundo a Secretaria de Saúde, o estoque do Carvedilol deve ser regularizado em 15 dias.

Em relação ao Glicazida, o medicamento deve chegar em breve, mas uma data não foi fornecida.

Sobre os medicamentos, que tem estoque em alguns locais e outros não, a situação deve ser normalizada em março.

A pasta ainda disse que a falta é fruto de problemas com fornecedores, com importação e com falta de matéria-prima.

Sobre o posto do Santa Odila, a informação é que a farmácia está fechada por causa de uma obra, porém, ela deve ser reaberta.

Quem precisar de medicamentos até a reabertura deve procurar as unidades dos bairros :São Vicente, Vila Ipê, Orozimbo Maia e Paranapanema.

Por: EPTV 1 | Fonte: G1