quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Família de Nova Iguaçu entra na Justiça para conseguir tratamento de saúde do filho

A criança, de 1 ano, sofre de duas doenças raras; pais dizem que não têm condições de pagar pelo tratamento e por remédios


Uma família de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, luta para conseguir tratamento do filho, portador de duas doenças raras. Os pais entraram na Justiça para cobrar apoio do governo do estado e da prefeitura, e apesar de decisão a favor, ainda não tiveram retorno.

Fábio, de apenas 1 ano, sofre com a síndrome de West, que causa crises epiléticas e convulsões, e com esclerose tuberosa – doença degenerativa que causa manchas brancas na pele e também pode provocar convulsões e afetar órgãos importantes como o coração, os olhos e os rins.

O frentista Leonardo Salles, pai de Fábio, diz que uma caixa do remédio para conter os sintomas da síndrome de West custa R$ 350 e dá para 24 dias. O estado e a prefeitura informaram que o medicamento está em falta.

"Nem a Riofarmes deu uma resposta, nem a Secretaria de Saúde de Nova Iguaçu, nem o Estado do Rio de Janeiro. Não explicaram por que o remédio dele não chega", contou o pai de Fábio.

A mãe de Fabio, Janete de Sá, contou que o filho sofre com a falta do medicamento.

"Ele ficava puxando muito o cabelo, na hora das crises dele. Ele ficava passando a mão forte, meio que batendo na cabeça, como se tivesse sentindo muita dor", contou Janete.

O casal entrou na Justiça, e em 26 de outubro, a juíza determinou que a Prefeitura de Nova Iguaçu e o governo do estado garantam o fornecimento do remédio que evita as crises convulsivas, por um prazo de três meses. O medicamento deveria ser entregue em cinco dias, mas até o momento não foi fornecido.

A Rio Farmes, Superintendência de Assistência Farmacêutica da Secretaria Estadual de Saúde, responsável pelo fornecimento de medicamentos especiais, informou que foram abertos diversos processos de compra, mas não houve fornecedores interessados em vender o remédio. A Rio Farmes informou, ainda, que está trabalhando em conjunto com o Ministério Público para buscar uma solução.

Enquanto a resposta não chega, Janete e Fábio contam com a solidariedade. Os pais pedem doações na internet e vendem copos com rostinho de Fábio e rifas para que o filho não sofra com a interrupção do tratamento.

"Ele corre risco de vida. Se ele depender do estado, ele acaba falecendo", lamentou o pai.

Apesar de o fornecimento ser de responsabilidade do governo do estado, a Prefeitura de Nova Iguaçu disse, nesta terça-feira (27) que vai providenciar a compra do medicamento.

Por: TV Globo | Fonte: G1