segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Falta de kit para hepatite C prejudica pacientes da região de Campinas

Dois dos três medicamentos estão com problemas na distribuição do Ministério da Saúde. Paciente de Hortolândia sofre sem o tratamento

Pacientes com Hepatite C sofrem sem previsão de receber medicamentos em Campinas

O problema na distribuição de kits contra hepatite C prejudica pacientes da região de Campinas (SP). De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a distribuição é feita pelo Ministério da Saúde e dois dos três medicamentos presentes no pacote estão em falta. O coquetel só pode ser repassado se estiver completo. Em Hortolândia (SP), a Farmácia de Alto Custo afirmou que a espera na fila chega a seis meses.

Pelo menos 30 pessoas estão na fila de espera para conseguir o kit na cidade. O motorista Roque Sales foi diagnosticado com cirrose hepática e hepatite C. A médica do Sistema Único de Saúde (SUS) receitou os três medicamentos do kit, mas até agora ele não iniciou o tratamento por causa do problema na distribuição. Enquanto isso, o quadro do paciente agrava com muitas dores e inchaço.

“Fomos sete vezes na farmácia e nada. Uma caixa só custa R$ 62 mil. Nós tentamos comprar, mas é impossível”, disse a esposa Claudia Sales.

A médica infectologista da Unicamp Raquel Stucchi afirmou que a falta do coquetel piora o quadro do paciente. Além disso, se ele tivesse iniciado o tratamento em março, quando foi diagnosticado, a possibilidade de cura seria de 90%.

“Ele está cada vez mais inflamado, então vai ter mais cansaço, vai ficar mais inchado, esses sintomas podem persistirem neste tempo”, explicou a especialista.

Pacientes precisam de alternativas para suprir ausência do kit contra hepatite C | Foto: Reprodução/EPTV

O que diz o Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informou que não há falta de medicamentos para os pacientes diagnosticados em 2017. No entanto, a compra de remédios para os casos deste ano ainda depende da escolha da empresa responsável. A definição deve acontecer ainda nesta quarta-feira (31).

O governo estadual confirmou que os remédios foram pedidos. Para os pacientes que necessitam do kit o quanto antes, a defensoria do Ministério Público é uma alternativa, mas é preciso levar a receita e documentos pessoais para receber a orientação.

Por: EPTV 1 | Fonte: G1