quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Falta de medicamentos nas farmácias da Prefeitura preocupa moradores, em Assis

A Secretaria Municipal da Saúde acredita que a situação seja normalizada em 20 dias


A falta de medicamentos básicos nas farmácias da Prefeitura preocupa os moradores que necessitam dos remédios, entre eles, a moradora Maria Aparecida Ribeiro Gonçalves, de 65 anos, que procurou a redação do AssisCity para reclamar sobre a dificuldade que tem encontrado para obter medicação de que faz uso contínuo.

Ela declara que não tem conseguido retirar seus medicamentos por dois motivos. Primeiro, porque muitos estão em falta. E segundo, mesmo quando há a medicação, não há a indicação de uso contínuo em sua receita, restringindo assim a retirada.

"Há 90 dias fui até à farmácia, com minha receita, buscar meus remédios e não consegui. Fui quatro semanas seguidas e não consegui. Primeiro, porque não tinha nem remédios básicos como Omeprazol. E segundo, porque não havia indicação de uso contínuo na minha receita de Clonazepam, que seria o Rivotril. Então não me entregaram o remédio. Agora pergunto, preciso lembrar ao médico de que faço uso contínuo? De quantos e quais remédios tomo? Está tudo em meu prontuário. Há muita falta de preparo de quem atua na área, tem algo de muito errado com a saúde de Assis”, comentou a moradora.

Considerando a grande procura por medicamentos em toda a rede, a Secretaria Municipal da Saúde em Assis atualmente mantém três unidades dispensadoras, a Sudoeste, localizada no Complexo Maria Isabel, a Noroeste, que fica na Paschoal Santilli, e a Dispensadora Central, instalada na Avenida Armando Sales.

De acordo com a secretária da Secretaria Municipal da Saúde, Luciana Gomes, no momento há falta de diversas medicações na rede municipal.

"Alguns medicamentos estão em falta e isso se deve a três motivos, sendo o primeiro é porque os laboratórios estão solicitando a extensão do prazo de entrega, alegando ausência de matéria prima, e há outros laboratórios que estão fazendo a revisão de valores, então não conseguimos comprar porque os medicamentos são retirados do mercado para essa revisão, que é o segundo caso, o que chamamos de situação frustrada de pregões. E no terceiro caso, para alguns itens estávamos aguardando a abertura de ata para a compra, o que já foi realizado nesta semana”, explicou a secretária.

Ela acredita que a situação de falta de medicamentos possa ser normalizada com segurança em aproximadamente 20 dias.

Luciana explica ainda que, quando há falta de alguns medicamentos na rede, esses medicamentos normalmente faltam nas três unidades dispensadoras, pois, a distribuição é feita igualmente entre elas.

"A orientação é para que, na falta de algum medicamento, uma possibilidade é que o paciente procure sua unidade básica de saúde, de acordo com o território que pertence, e converse com a enfermeira coordenadora, para que esta converse com o médico sobre o caso, mesmo que não haja vaga para consulta ou encaixe, para buscar uma alternativa, em que o médico possa repensar a proposta terapêutica, dentro do que tem disponível na rede, pois, em alguns casos, isso é possível até que todos os insumos estejam disponíveis”, orienta.

Ela acrescenta ainda que, em qualquer dificuldade com agendamentos de consultas, exames ou remédios, o correto é que o paciente procure a unidade básica de saúde a que pertente, e não unidades de pronto atendimento.

"O caminho mais rápido para solucionar essas dificuldades é procurar a coordenação da unidade de saúde pertencente e apresentar sua dúvida, queixa ou pedido de ajuda. As unidades de pronto atendimento, como a Unidade Referencial Sudoeste, conhecida como P.A. do Maria Isabel e a UPA não têm condições de resolver essas situações, pois são locais para demandas emergenciais, não tendo acesso ao prontuário do paciente, nem como solicitar exames ou agendamentos, ações próprias das unidades básicas de saúde”, finaliza.

Fonte: Assiscity