sexta-feira, 11 de maio de 2018

Medicamentos: desperdício e risco

Evento promovido em parceria da Faculdade Factum com o Banco de Remédios


Serviço

Medicamentos: desperdício e risco | Conscientização sobre o descarte e desperdício de medicamentos
Quando: Seguda-feira, dia 14 de maio | Das 9h às 17hs
Onde: Faculdade Factum
Largo João Amorim de Albuquerque, 60
Praça da Matriz | Centro Histórico | Porto Alegre | RS

O conteúdo

Você sabia que cerca de 1/3 dos medicamentos consumidos pela população são desperdiçados?

Sabia que este disperdicio gera um custo significativo nos cofres públicos? E que está verba pública poderia ser revertida em melhor qualidade na educação e na própria saúde?

Sabia que um medicamento descartado de forma inadequada, jogado no lixo doméstico ou na rede de esgoto, provoca danos ao meio ambiente? E que este medicamento causa intoxicação a população local e afeta a flora e a fauma ambiental?

E que este remédio pode ficar por muito tempo no meio ambiente prejudicando as gerações futuras?

Estima-se que 20% dos medicamentos adquiridos sejam descartados de forma inadequada no ambiente doméstico. Um estudo realizado pela Faculdade Oswaldo Cruz revela que de 1.009 pessoas entrevistadas em São Paulo, 7% já haviam recebido alguma orientação sobre descarte de medicamentos vencidos. Do total, 75,32% descartam a medicação no lixo doméstico e 6,34% jogam na pia ou no vaso sanitário. E mais, 92,5% nunca perguntaram sobre a forma correta de fazê-lo. Esses dados confirmam o fato de que a maior parte dos consumidor não sabe o que fazer com os medicamentos vencidos.

Os estabelecimentos e prestadores de serviços, que envolvem saúde e lidam com medicamentos, cumprem a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – RDC 306/04, que regula o gerenciamento de resíduos. A responsabilidade pela destinação final é sempre do estabelecimento gerador do resíduo.

Isso envolve o processo de logística reversa, ou seja, a devolução aos fabricantes ou aos estabelecimentos que fazem uso das sobras. Assim como a indústria utiliza esse mecanismo, o mesmo deve ser feito pelo consumidor final. Para isso, os medicamentos vencidos podem ser encaminhados para diferentes redes de farmácias que aceitam os produtos e fazem a devolução correta.