segunda-feira, 23 de abril de 2018

Casal fica sem remédios apesar de ordem judicial


Diabéticos há mais de dez anos, a vendedora Ana Maria Prestes dos Santos, 60 anos, e seu marido, o aposentado Adeilson Moura dos Santos, 59 anos, reclamam do atraso do repasse de medicamentos pela farmácia de alto custo que funciona no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). Dois dos três remédios, todos de uso contínuo, não são entregues há sete meses, e um deles teve o fornecimento interrompido há mais de um ano.

Ana Maria destacou que insiste no fornecimentos dos medicamentos porque ambos têm o direito adquirido por ordem judicial.

Diagnosticada há cerca de dez anos com diabetes, Ana Maria conta se tratar com o remédio Galvus Met 50mg/1000 e Diamicron 60 mg há quatro anos aproximadamente, mas que há sete meses tem sido obrigada a comprá-los. Seu marido, que tem diabetes há mais de duas décadas, faz quatro anos que toma o Galvus Met, e o Piaglitasona, que não é entregue há mais de um ano.

Sem o fornecimento pelo Estado, e tendo que comprar, a vendedora explica que o orçamento financeiro fica mais apertado, principalmente porque no caso do Galvus Met, que custa em média R$ 130, ambos precisam tomar, e cada caixa não dá para um mês completo, considerando que a embalagem vem com 56 comprimidos, e eles tomam dois por dia. O preço médio do Diamicron 60 mg, segundo a vendedora, custa em torno de R$ 100, enquanto o Piaglitasona custa em média R$ 70, "além do que temos já que comprar outros tipos de remédios, como o de pressão", disse.

O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Sorocaba informou ontem que os medicamentos pioglitazona e vildagliptina mais cloridrato de metformina (Galvus Met) estão em fase de aquisição e que será cobrada agilidade na entrega pelo fornecedor. "Os pacientes em questão continuam retirando normalmente as insulinas glargina e glulisina", diz. O DSR, no entanto, não cita o Diamicron. Ainda conforme o DSR, a demora na entrega ocorre em função da legislação e de fatores alheios ao planejamento, como problemas em processos licitatórios.

Por: Adriane Mendes | Fonte: Cruzeiro do Sul