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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Pacientes enfrentam dificuldades para conseguir remédios de alto custo na região

Faxineira Laudicéia Aparecida dos Santos gasta R$ 400 por semana para comprar medicamento para filha em Itapetininga (Foto: Reprodução/TV TEM)

Moradora de Tatuí diz que precisa de medicamento para inflamação no intestino que custa R$ 600. Prefeitura afirma que está com dificuldade para encontrar remédio.

Pacientes da região reclamam que enfretam dificuldades para conseguirem medicamentos de alto custo na rede pública para tratamento de diversas doenças mesmo com decisões judiciais a seu favor.

A agente administrativa Anne Caroline Seabra, de Tatuí (SP), por exemplo, conta que tem uma inflamação no intestino e precisa tomar um remédio que custa, em média, R$ 600 para não ter crises de dores.

Ela afirma que conseguiu uma decisão judicial de tutela de urgência para adquirir o remédio, porém quando vai retirar o medicamento na rede pública de saúde, não tem a quantia necessária.

“Sem o remédio eu tenho diarreias, sangramento, muita dor abdominal, além de dor no corpo. Quando estou em crise vou mais de 30 vezes no banheiro, é difícil. Eu vivo de doação. Tem grupos em redes sociais de pessoas com a mesma doença que fazem a doação do medicamento, porque não tenho condições de comprar”, explica.

Em nota, a prefeitura de Tatuí confirmou que há pedido judicial do remédio mesalazina em sachê, mas que está com dificuldade para encontrar o medicamento. Disse ainda que tem realizado cotações desde 10 de outubro, porém até o momento conseguiu apenas dois orçamentos de laboratórios e precisa de três para fazer a compra direta.


Em Itapetininga, a faxineira Laudicéia Aparecida dos Santos reclama que não consegue o medicamento para a filha que tem dificuldades para urinar. Uma caixa do remédio custa R$ 400 e a filha precisa de quatro caixas por mês. Sem ele, o acúmulo de urina pode causar infecção na bexiga e nos rins.

“Às vezes não tem o remédio. Quando tem, consigo pegar apenas um. É difícil, pois o medicamento é muito caro. Além do trabalho como faxineira, eu tenho que vender salgados para conseguir comprar o remédio que falta. Gasto mais de R$ 400 por semana com isto”, explica.

Sobre a situação, a prefeitura de Itapetininga disse que o medicamento é fornecido para o paciente conforme a receita aprovada pelo Estado e que o médico solicita um comprimido ao dia, por isso é dado uma caixa contendo 30 comprimidos. Disse ainda que apenas entrega o medicamento que é enviado de Sorocaba.

Fonte: G1