Ajude o Banco de Remédios

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Banco de Remédios fornece de graça medicamentos a todo o país



Tem remédios sobrando, dentro da validade, e não sabe o que fazer? Não jogue fora! Doe ao Banco de Remédios e ajude outras pessoas. Criado em 2006, o Banco de Remédios surgiu da necessidade de seu fundador, Dámaso Macmillan, transplantado renal há 31 anos, que viveu na pele a dificuldade de conseguir medicamentos. “É muito fácil tu fazer um transplante de órgãos. O difícil é a manutenção desse transplante, porque os medicamentos são caros. Uma pessoa transplantada não pode ficar mais de 72 horas sem medicamentos, que podem chegar a custar R$ 6 mil por mês”.

O Banco de Remédios começou focado em ajudar pacientes crônicos renais, mas a pedido de alguns hospitais para que atendessem outras patologias, é possível atualmente conseguir remédios para todas as doenças.

O Banco de Remédios é uma entidade sem fins lucrativos. Localizado no conjunto 510 do número 1184 da Rua Siqueira Campos, em Porto Alegre, o local se mantém com ajuda dos seus associados. A pessoa que necessita de medicamentos se torna uma espécie de sócio colaborador, pagando mensalmente uma taxa de R$ 35,00. Junto com o cartão SUS, xerox da carteira de identidade, CPF, comprovante de residência e a receita médica é possível fazer o cadastro e retirar de graça o remédio necessário.

O aposentado Nilson Moreira fez o cadastro para retirar remédios para a esposa, que enfrenta um câncer. “Preciso de nove medicamentos. São R$ 500,00 por mês só em remédios, o que compromete em 25% da renda familiar. Vim fazer o cadastro porque me disseram que aqui poderia conseguir de graça essa medicação.”

O Banco de Remédios recebe e fornece doações para todo o Brasil. Muitos remédios são remetidos via Correio e, ao chegar ao Banco, é feita uma triagem por uma equipe treinada, porque o medicamento, mesmo estando no prazo de validade, mas mal condicionado, não pode ser usado. Não são aceitas doações de medicamentos líquidos e em creme. Todo o remédio em comprimido mesmo com a embalagem já aberta, cujo consumo ficou pela metade, pode ser doado.

“A diferença do Banco de Remédios para a Farmácia Solidária é que se não tem medicamento no estoque nós vamos atrás através das redes sociais, profissionais da área da saúde, laboratórios, hospitais. Nunca ficamos sem conseguir o medicamento devido à credibilidade ao reconhecimento do nosso trabalho”, destaca Dámaso.

Fonte: Simers