sexta-feira, 15 de março de 2019

Famílias relatam falta de medicamentos para epilepsia na rede pública

Três milhões de pessoas têm a doença no Brasil e dependem de medicação para controlar as crises


Famílias da cidade de São Paulo relatam que há seis meses as unidades de saúde, medicamentos para epilepsia estão em falta. A doença não tem cura e as crises convulsivas são controladas com medicação.

A Secretaria Estadual de Saúde, responsável pelo fornecimento de um dos remédios, admitiu em nota o desabastecimento e que o fornecedor está sendo cobrado. A expectativa é de normalizar a situação até o final do mês.

Já a Prefeitura, que fornece os outros três medicamentos, informou que a falta aconteceu no final do ano passado e que os estoques estão normalizados.

Cerca de três milhões de pessoas tem epilepsia no Brasil. Elas dependem de medicamentos e de um atendimento adequado no momento de uma crise.

Fonte: SBT Brasil

terça-feira, 12 de março de 2019

Menina de 5 anos com doença rara sofre com a instabilidade no fornecimento de medicamentos

Família de São João da Boa Vista (SP) faz campanha para tentar tratamento fora do país


Uma criança de 5 anos com uma doença rara em sofrido com a irregularidade na entrega de medicamentos essenciais para ela. A família de São João da Boa Vista (SP) faz uma vaquinha virtual para tentar um tratamento fora do país e assim melhorar a qualidade de vida da menina.

Foram quatro anos de tratamento e investigação para descobrir a doença da pequena Melissa Ferreira Campanaro. Depois de uma mapeamento genético feito no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto veio o diagnóstico: hipoplasia pontocerebelar tipo 6.

Segundo a neurologista Milena Carvalho Libardi, a doença é muito rara, no mundo são cerca de 30 casos. "Ela vai ter atraso de aprendizagem, não vai conseguir falar, se comunicar e ter crises convulsivas de difícil controle, muitas vezes necessitando de mais de um ou dois medicamentos anticonvulsivantes para controlar as crises”, explicou a médica.

Medicação

Medicação tem custo mensal de R$ 1,5 mil | Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV

Para manter a saúde da Melissa, são feitos tratamentos com vários profissionais. Ela toma remédios para aumentar a imunidade e ajudar no funcionamento do organismo.

Os medicamentos são caros. Um deles, um adesivo importado, diminui cerca de 70% a produção de saliva e de secreções.

Os outros são vitaminas que garantem o bom funcionamento dos órgãos. Juntos, eles custam cerca de R$ 1,5 mil por mês.

Os pais não têm como pagar essa despesa. Em junho de 2017, uma decisão judicial assegurou que a família receberia os medicamentos de alto custo, que chegaram a ser fornecidos por um tempo, mas depois parou.

A menina chegou a ficar nove meses sem receber a medicação. "Entregaram e depois pararam. De 11 de maio até 14 de fevereiro entregaram a primeira caixinha. As vitaminas, quando entregam, passam três meses sem entregar", disse Adilson Ferreira Campanaro, pai de Melissa.

Vaquinha virtual

Como a doença é rara, os pais sonham com um tratamento diferenciado que só existe fora do país. Ele é feito com células retiradas do fêmur do próprio paciente.

Para tentar fazer o tratamento, os pais iniciaram uma campanha na internet para arrecadar R$ 50 mil.

"Esse tratamento supostamente traz benefícios em termos de qualidade de vida porque é uma doença muito rara e não se tem muita informação sobre o assunto”, disse o pai da criança.

Fonte: G1

domingo, 10 de março de 2019

Mulher busca ajuda para continuar tratamento contra o câncer

Ela está sem os medicamentos necessários ao tratamento


Alexsandra Lima da Silva, de 44 anos, iniciou seu tratamento contra o câncer de mama há um ano, em fevereiro de 2018. Desde dezembro, ela começou a tomar um novo medicamento conhecido como Capecitabina ou Xeloda, que ela recebe através do Hospital Universitário, onde faz seu acompanhamento. O problema é que os medicamentos que Alexsandra possui tem previsão para acabar hoje e, ao mesmo tempo, o produto está em falta no hospital, o que coloca em risco o tratamento.

O uso da Capecitabina funciona por meio de ciclos, onde o paciente toma o medicamento durante 14 dias e, em seguida, faz uma pausa de sete dias, antes de voltar a ingerir o remédio. Alexsandra conta que no último dia 22 de fevereiro foi até o hospital em busca do medicamento para continuar seu próximo ciclo, mas descobriu que o produto estava em falta.

“Nesse momento, o tratamento foi interrompido uma primeira vez, já que eu tinha ido lá para pegar os novos comprimidos e voltar para o ciclo de medicação. Somente no dia 01 eu voltei lá no Hospital Universitário e eles falaram que uma quantidade pequena havia chegado, mas para poder distribuir para todos eles iriam entregar em pequenas quantidades”, conta Alexsandra.

Devido a isso, o tratamento de Alexsandra corre o risco de ser interrompido mais uma vez, já que os medicamentos estão acabando antes do tempo necessário para se completar os 14 dias. “A questão é que não sou somente eu, tem várias outras pessoas que estão em uma situação semelhante, esperando o mesmo remédio. Estou falando com a imprensa para ver se consigo uma ajuda, já que me falaram no hospital, na manhã da quinta-feira, que ainda não existe uma previsão de chegada do remédio”.

Alexsandra conta que no hospital foi informada que o pedido foi realizado, mas o fornecedor atrasou a entrega e não deu uma previsão, por isso o medicamento está em falta. O valor do remédio para ser adquirido por fora do sistema de saúde é muito elevado, uma caixa com 120 comprimidos pode chegar ao valor de R$ 3.500.

“Isso está muito fora do meu orçamento, então não tenho como adquirir os remédios pagando por eles, por isso estou procurando doações de pessoas  que tenham o medicamento em casa, mas que não utilizaram todos os comprimidos e possam doar. Se aparecer alguém, basta entrar em contato comigo pelo meu telefone que eu mesma vou buscar”, fala Alexsandra. Interessados em ajudar Alexsandra a continuar seu tratamento podem entrar em contato através do telefone (86) 9 9476-9357.

“Não é um pedido só para mim, se você conhecer alguém nessa situação e puder ajudar, faça isso, pois melhora muito a saúde da pessoa”, conclui.

Por: João Marcelo Ferry | Fonte: Meio Norte

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Gasto pessoal com remédio é maior que o do governo

Medicamentos têm aumento previsto para 31 de março devido ao reajuste anual de preços | Foto: Marco Antônio Teixeira

As famílias brasileiras gastam com medicamentos quase oito vezes mais do que o governo com fornecimento de remédios gratuitos para a população. A despesa pode ser ainda maior, já que no dia 31 de março acontece o reajuste anual de preços de medicamentos. A expectativa da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfama) é que, diferente do que ocorreu em anos anteriores, haverá um índice único a ser aplicado para todos os remédios: 4,46%.

No entanto, o cálculo do percentual depende de dois fatores: dos custos de produção na indústria farmacêutica, divulgados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), e do IPCA acumulado do período de 12 meses entre março de 2018 e fevereiro de 2019, anunciado pelo IBGE.

O reajuste autorizado pelo governo é aplicado a uma tabela de preços máximos, mas não implica aumentos imediatos de preço, já que as farmácias costumam fazer estoques — já cientes da proximidade do reajuste anual — e, assim, conseguem oferecer descontos como estratégia comercial.

Em 2015, de acordo com a pesquisa Conta-Satélite de Saúde do IBGE, as famílias gastaram com medicamentos 307,054 bilhões de reais, o equivalente a 1,5% do PIB. Em contrapartida, a despesa do governo com medicamentos para uso humano — que se referem àqueles distribuídos à população para serem consumidos em casa — equivaleu somente a 231, 448 bilhões, ou seja, 0,2% do PIB. Isso significa que o brasileiro compra muito mais remédios nas farmácias do que retira em postos de saúde ou outros pontos de distribuição.

Um artifício para economizar é fazer pesquisa de preço em diversos estabelecimentos. De acordo com uma pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), realizada em 16 capitais do país, o valor do Clonazepan 82mg, que é o genérico do Rivotril — calmante popular no mercado brasileiro—, chegou a apresentar variação de 888% nas farmácias.

—Sou diabético e gasto R$200 por mês com medicamentos de uso contínuo. Há remédios pego na Farmácia popular, mediante a receita, mas eu nem sempre tenho receita atualizada e acabo comprando.Sem acompanhamento e medicação, esta doença mata. Meu pai faleceu por isto aos 59, tendo parado de trabalhar aos 49. A despesa para diabéticos mais graves é muito superior — Luiz roberto estrada, Empresário, 46 anos.

Alto custo para os idosos

As despesas com medicamentos na família da aposentada Maria José Oliveira, de 63 anos, chegam a R$2500 por mês. Isso somando os remédios para circulação sanguínea, coração, hipertensão, vitaminas e antidepressivos que a mãe, de 83 anos, utiliza e os consumidos pelo padrasto para próstata e diabetes. Segundo Maria José, as drogas não são oferecidas pela rede pública:

— A gente vive de forma regrada, porque eles não podem parar de tomar os remédios. Ficamos sem lazer e vivemos apenas com o essencial.

No ano passado, a inflação do idoso, segundo o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV, foi de 4,75%, superando a inflação acumulada de 2018 (4,32%). Dentre as maiores influências de alta estavam alimentação (5,88%) e as áreas de saúde e cuidados pessoais (6,63%). Essa última englobando os planos de saúde (10,07%), médicos e dentistas (9,74%) e medicamentos (3,92%).

Estado economiza errado

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgada nesse início de ano mostrou que municípios participantes do PFPB reduziram, em média, 64 internações por complicações de asma, diabetes e hipertensão por 100 mil habitantes quando comparados a municípios não cobertos no período de 2004 a 2016. Entretanto, ainda há uma enorme gama de remédios que não são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde.

A Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) acredita que o governo retarda a incorporação de alguns medicamentos pelo alto custo. Entretanto, é justamente a incorporação do novo medicamento que faria o preço cair.

— Há reação em cadeia: quando o remédio está disponível no SUS, ele acaba entrando em patamar de preços mais baixo para o consumidor — explicou Ismael Rosa, farmacêutico clínico e diretor do ICTQ.

Ainda segundo o farmacêutico, alguns remédios não são incorporados porque, além do alto custo, têm baixa demanda. Entretanto, quando pacientes entram na justiça requerendo o medicamento, a compra acaba saindo mais cara:

— Em geral, o governo compra o medicamento com desconto da fábrica, cerca de 18%. Quando ela é feita de emergência, não há essa redução no valor — contou Rosa, que cita a judicialização da saúde com um fator importante de encarecimento do sistema de saúde.



Entenda como é feito o reajuste dos medicamentos

Em geral

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) estipula três índices para faixas de medicamentos, com base na concentração do mercado: a produtividade da indústria, o impacto da energia elétrica, as oscilações do câmbio e a inflação do período ...

Ano passado

Os consumidores tiveram um alívio, com o menor percentual de aumento em 11 anos: o índice máximo foi de 2,84%....

Porém, em 2019 deve ser diferente

A produtividade da indústria (uma das variáveis para chegar ao reajuste) não apresentou variação significativa, sendo igual a zero. Talvez esse item ainda apresente alteração. Mas, por enquanto, a inflação do período deve ser a protagonista no cálculo deste ano. Se confirmado, o índice voltará quase ao máximo autorizado em 2017: 4,76%...

Reajuste para 2019

O aumento no preço dos remédios deve ser sentido no bolso do consumidor daqui a cerca de três meses.

Segundo a Interfarma, como o reajuste anual é um evento esperado pelas farmácias e pela indústria farmacêutica, os estabelecimentos costumam fazer estoques dos produtos para vender posteriormente e, assim, conseguir implantar reajustes gradativos, sem assustar os clientes...

Por: Letycia Cardoso e Patricia Valle | Fonte: Extra

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Para tratar rins, idosa tenta agendar consulta em Aquidauana (MT)

Paciente passou por cirurgia do coração há 2 anos e agora faz tratamento dos rins; Secretaria verifica o caso

Bernardina na Santa Casa em Campo Grande | Foto: Reprodução Facebook

Uma moradora de Anastácio de 79 anos, identificada como Bernardina Vargas Ibanhes  tenta agendar consulta com um nefrologista há três meses. Sem remédio, a idosa usou o Facebook para pedir socorro.

A filha da idosa, Eva Ibanhes, conta que a mãe passou por cirurgia do coração há dois anos após um infarto e que, desde então, faz tratamento do coração em Campo Grande e nos rins em Aquidauana. Ela explica que a especialista em nefrologia da cidade vizinha é a única a receitar medicamento manipulado.

"Ela faz tratamento no mesmo hospital onde os pacientes passam por hemodiálise. Os médicos dos postos já mandaram encaminhamento e a dra. Carmen disse que queria o retorno até dezembro. Minha mãe pagou exames e já estão vencendo porque um empurra para o outro".

A mulher explica que não sabe o que fazer, pois já recorreu a vários lugares e a mãe ainda não foi chamada para a consulta.

Em contato com a secretária de saúde de Aquidauana, a titular Ana Lúcia Guimarães, a Tuca, explicou que todos os agendamentos são organizados pela Central de Regulação de Vagas. Ainda segundo ela, a secretaria tem cobrado produtividade dos médicos.

"Assumimos a pasta há 30 dias e, realmente, preciso saber se está havendo problemas com as consultas", disse.

Por: Danielle Valentim | Fonte: O Pantaneiro

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Postos de saúde ficam sem remédios em Florianópolis

Prefeitura da Capital está ciente e diz que a distribuição será normalizada nos próximos dias

Foto: Mateus Boaventura/CBN Diário

Moradores da região continental de Florianópolis reclamam da falta de medicamentos nas unidades de saúde dos bairros. É o caso da de Capoeiras. Desde que o almoxarifado central da prefeitura foi interditado, os postos sofrem com o desabastecimento. O motivo do fechamento foi a falta de licença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Vigilância Sanitária de São José, onde fica o prédio.

A interdição fez com que todas as unidades praticamente ficassem sem estoque – antes eram abastecidas a cada 15 dias. A liberação dos remédios para distribuição aconteceu na semana passada.

O aposentado Alexandre Melo, de 69 anos, não conseguiu os dois remédios que buscava para pressão alta ontem em Capoeiras. Ele faz tratamento há 10 anos.

— Não consegui. Disseram que o escritório central está fechado. Não pode ter intervalo no remédio, então acho que vou ter de comprar — lamentou.

O também aposentado Jairo José de Souza, 60, toma quatro medicamentos para pressão e diabetes.

— É hereditário. Meu pai faleceu com 42. A gente tem preocupação e tem de fazer o controle. E se depender do posto de saúde, não encontra medicamento. Vim mais de uma vez pegar e nunca encontro. Acho que tinha de ter um cuidado mais especial com esse pessoal que não tem condições. A gente ainda que apertado compra, mas e quem não tem como comprar? — questiona.

José Wagner Junior, 68, também foi ao posto de Capoeiras em busca de remédio para pressão. Ele não tem mais, pois tomou o último ontem.

— Agora vou na farmácia para poder dar continuidade ao meu tratamento. Já fui no posto da Coloninha na semana passada e também não tinha. Isso acontece com bastante frequência — lamenta o aposentado.

A solução

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, não faltam remédios no almoxarifado, o problema é que a empresa contratada para a distribuição não está dando conta da demanda, em função do baixo estoque em todas as 49 unidades. O secretário Carlos Alberto Justo da Silva diz que notificarão a empresa pelo atraso na entrega dos medicamento e insumos, e fala na possibilidade de ruptura de contrato.

—  Realmente nós temos todos os insumos previstos para fazer a distribuição, mas formos surpreendidos nesta última semana com a dificuldade da empresa contratada para fazer a entrega. O fiscal do contrato está notificando a empresa. Eles têm prazo e prometeram fazer a distribuição o mais rápido possível. Inclusive já entregaram em pontos mais longe. O prefeito está atendo a esta situação e já está vendo a possibilidade de ruptura deste contrato e abertura de novo processo licitatório — salientou o secretário à CBN Diário ontem.

Por: Mateus Boaventura | Fonte: NSC Total

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Cidade de São Paulo: ao menos 8 remédios de uso controlado estão em falta


Ao menos oito remédios de uso controlado estão em falta nas farmácias da rede municipal de saúde e nas de alto custo, da rede estadual, da capital. A maioria dos medicamentos é para tratar depressão, ansiedade e transtornos do humor.

Segundo o site Aqui tem Remédio, que indica os medicamentos distribuídos pela Prefeitura de São Paulo, o antipsicótico clorpromazina 100 mg está em processo de compra, e o paciente só encontra nas apresentações de 25 mg comprimido ou 40 mg suspensão oral.

O carbonato de lítio, usado principalmente tratamento para transtorno afetivo bipolar, também está em processo de compra. Já o valproato de sódio xarope, um estabilizador de humor e antiepilétptico, não tem. Também está em falta o carbamazepina, para evitar convulsão.

A Secretaria Municipal de Saúde, sob a gestão Bruno Covas (PSDB), disse que há faltas pontuais em algumas unidades do colorpromazina 100 mg e carbonato de lítio. Sobre o clicazida, já recebeu novo lote. Já o volproato, a compra foi realizada. Já o carbamazepina de 400 mg, disse que não faz parte da lista de medicamentos distribuídos.

A Secretaria Estadual de Saúde, do governo João Doria (PSDB), disse que o ziprasidona é comprado pelo Ministério da Saúde, cuja entrega está em atraso. O Ministério da Saúde diz que está regular. Sobre olanzapina e clozapina, a distribuição está normal.

Fonte: Agora UOL