quarta-feira, 14 de novembro de 2018

SC: alerta para a prevenção e as estratégias para cuidar da saúde dos homens

Segundo dados de 2017, a expectativa média de vida dos homens de SC atinge os 75,8 anos


Não é uma questão de gênero, não é saber quem é o mais forte, quem é o mais frágil. Homens e mulheres precisam cuidar da saúde, mas novembro é o mês dedicado a tratar com mais ênfase da do sexo masculino. Desde 2008, a campanha "Novembro Azul", instituída pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, alerta para a prevenção. Inicialmente voltada à temática do câncer de próstata, agora, além dela, o movimento vem quebrando paradigmas para aproximar os homens dos serviços de saúde, especialmente os de atenção básica para prevenir todo o tipo de problema em qualquer fase da vida.

Em Santa Catarina, a secretaria de Estado da Saúde (SES) ampliou as ações voltadas à saúde do homem durante o Novembro Azul. Com o slogan definido para a campanha "Homem, da infância à velhice, cuide de sua saúde, de novembro a novembro", a SES trabalha dentro do que determinam os cinco eixos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), do Ministério da Saúde. Ampliar o número de cirurgias eletivas, especialmente as urológicas, também é uma das ações do Novembro Azul em Santa Catarina, segundo a superintendente de Planejamento e Gestão do SUS Grace Ella Berenhauser.

De acordo com Berenhauser, o foco é na qualidade do atendimento na Atenção Básica. "É importante que homem procure a unidade para cuidar da saúde em qualquer suspeita de uma doença mais grave. Além do câncer, existem outras doenças que matam ainda mais homens e que poderiam ser evitadas", alerta.

Pelos levantamentos da PNAISH, é possível conhecer dados epidemiológicos de morbimortalidade (tipo de doença e a estatística de morte sobre uma população), causas externas, discutir meios de acesso e acolhimento, compreender os determinantes sociais e os aspectos culturais relacionados às masculinidades. Com essas informações, o desafio foi estabelecer melhores estratégias para acolher, prevenir e tratar doenças que afetam os homens.

Números em Santa Catarina

Segundo o IBGE, em 2018, a população do sexo masculino em Santa Catarina representa 49,6%. No Brasil, o percentual é de 48,9%. Deste total, 9,4 % têm 65 anos ou mais; 19,4% têm até 14 anos; 71,1% têm entre 15 e 64 anos.

De acordo com dados de 2017, a expectativa média de vida dos homens de Santa Catarina atinge os 75,8 anos. Estudos apontam que o homem vive em média sete anos a menos que a mulher. A cada três mortes de adulto, duas são de homens.

Causas de morte entre homens de todas as idades em SC

Relatórios da secretaria de Estado da Saúde, com base no Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, apontam que as doenças do aparelho circulatório são as que mais matam homens, de todas as idades, em Santa Catarina. Em segundo aparecem as neoplasias e, em terceiro, causas externas (acidentes).

Os acidentes, no entanto, representam a maior causa das mortes de homens adultos entre os 20 e 59 anos de idade. Estão incluídos acidentes de trânsito, acidentes de trabalho e lesões por violência. O segundo motivo de morte nesta faixa etária são as doenças do aparelho circulatório, seguida das neoplasias.

Em 2017 foram registradas em Santa Catarina 22.685 mortes de homens entre todas as idades. Do total, das três causas mais comuns, 5.704 foram causadas por doenças circulatórias; 4.833 provocadas por tumores e 3.666 causadas por acidentes. Entre as neoplasias, o câncer que mais mata do gênero masculino, no estado, é o que envolve órgãos do sistema respiratório (891 mortes em 2016), seguido pelo de próstata (462 mortes em 2016) e de estômago (392 mortes em 2016).

Com base nas estatísticas e para implementar a política de saúde do homem em Santa Catarina, a SES desenvolve ações em cinco eixos:

Acesso e Acolhimento

Trabalhar a prevenção. O objetivo é sensibilizar os trabalhadores da saúde e os homens quanto à necessidade de buscarem os serviços de atenção básica, ser atendidos com qualidade, evitando que uma doença torne-se crônica e precise de atendimento especializado. Este eixo considera as peculiaridades sociais, econômicas e culturais da população masculina e norteia-se para a formulação de estratégias que incentivem a realização dos exames preventivos.

A temática também envolve adoção de estilos e hábitos de vida saudáveis. Para promover a saúde, as ações serão voltadas à educação e em práticas que propiciem mudanças na ambiência física dos serviços, no comportamento, nos trabalhadores, na comunidade e nos usuários.

Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva (SSSR)

Tem como objetivo abordar as questões sobre a sexualidade masculina, nos campos psicológico, biológico e social, bem como respeitar o direito e a vontade do indivíduo de ter filhos - ou não.

Diz respeito ao direito da saúde sexual e saúde reprodutiva, sua relação com os conceitos ditados pela sociedade, os princípios morais e crenças dos usuários, bem como suas demandas no campo de práticas sexuais e reprodutivas.

O direito de expressar sua orientação sexual e sua vontade individual de planejar a constituição, ou não, da sua família ou entidade familiar deve também ser levado em consideração, assim como a vulnerabilidade da saúde sexual masculina a doenças e agravos, tanto no campo biológico quanto no psíquico.

Paternidade e Cuidado

Envolver ativamente o homem em todo o processo de planejamento reprodutivo, gestação, parto, puerpério e desenvolvimento infantil é a meta, proporcionando oportunidades para criação de vínculos mais fortes e saudáveis entre pai, mãe e filhos.

Para a PNAISH, a questão da paternidade é considerada uma "porta de entrada positiva" para os serviços de saúde, além do bem-estar que pode gerar para toda a família, a paternidade pode integrar os homens na lógica dos sistemas de saúde ofertados e na realização de exames de rotina, como HIV, sífilis, hepatites, hipertensão e diabetes, dentre outros.

Prevenção de Violências e Acidentes

Tem por objetivo orientar ações voltadas para a redução da morbimortalidade da população masculina por causas externas como: acidentes por transporte, acidentes de trabalho, violência urbana, violência doméstica e familiar, e suicídio. Com exceção da violência sexual e das violências que ocorrem no âmbito doméstico e familiar, segundo os dados do Ministério da Saúde, os homens, especialmente os jovens negros de camadas empobrecidas, são mais vulneráveis à violência.

Doenças prevalentes na população masculina

O tema se refere à prevenção e promoção da saúde ao segmento masculino por meio de ações educativas, organização dos serviços e capacitação dos trabalhadores da saúde, além da formulação de políticas para a prevenção e controle das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e de outras enfermidades.

No Brasil, as DCNT correspondem a um grande percentual das causas de mortes, atingindo as camadas mais pobres e os grupos mais vulneráveis. Como determinantes sociais destas doenças, são apontadas as desigualdades sociais, diferenças relacionadas ao acesso dos bens e serviços, baixa escolaridade, desigualdades no acesso à informação, além de fatores de risco modificáveis, como tabagismo, consumo de bebida alcoólica, inatividade física e alimentação inadequada.

A PNAISH tem buscado elaborar e executar um amplo projeto que fortaleça e dissemine preceitos e diretrizes, evidenciando os fatores de risco e proteção e a influência das questões de gênero no adoecimento de homens por doenças crônicas. A política leva em conta questões do próprio comportamento masculino. Estratégias que ajudam as mulheres também podem se transformar numa oportunidade de levar os homens à prevenção de uma série de problemas.

Pré-natal do parceiro

Tradicionalmente um exame realizado por mulheres durante a gestação, o pré-natal é fundamental para o acompanhamento da saúde da mãe e do bebê. Durante o período onde as consultas são frequentes, o profissional consegue verificar de forma geral o quadro de saúde da paciente, diagnosticar precocemente e até mesmo tratar problemas que ameacem mãe e filho, ainda na fase gestacional.

Essa relação de cuidado e acompanhamento da saúde foi o que motivou estender o pré-natal aos parceiros e futuros pais. A coordenadora da Saúde do Homem, da secretaria de Estado da Saúde, Sandra Barreto, diz que "a estratégia é a porta de entrada para os homens iniciarem uma rotina de cuidados com a saúde e o bem-estar". Por meio do pré-natal, é possível solicitar aos parceiros os mesmos exames que a mulher realiza durante a gravidez.

Entre os procedimentos mais importantes estão o controle da pressão arterial, dos níveis de açúcar e gordura no sangue e os exames que detectam, por exemplo, doenças sexualmente transmissíveis que podem ser passadas também ao feto. O pré-natal do parceiro já pode ser realizado em todas as unidades de saúde do estado.

Por que Novembro Azul?

Inspirado pelo "Movember" - movimento internacional dedicado à conscientização e arrecadação de fundos na luta contra o Câncer - a campanha se concentrou no mês de novembro porque no dia 19 comemora-se o Dia Internacional do Homem e, por isso, passou a se chamar "Novembro Azul". Desde então, diversas ações e atividades relacionadas ao tema são desenvolvidos anualmente no Brasil e em Santa Catarina.

Com informações do MPSC.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Remédios e tratamentos pesam no orçamento familiar

Joceli tem problemas crônicos de pulmão não consegue todos os remédios na rede. | Foto:Claudinho Coradini/JP

O envelhecimento da população brasileira e suas consequências nas despesas com a saúde, tema de pesquisa de Carina Diane Nakatani Macêdo, doutoranda em Economia Aplicada da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) confirma que esse tipo de custo pesa no orçamento das famílias. A pesquisa aponta que, dentro do orçamento familiar, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma família brasileira possui uma despesa média mensal de R$ 2.134,77. Dividindo esse valor por itens, os gastos mais significativos são: 35% com habitação, 20% alimentação, 19,6% transporte. Ass despesas mensais familiares com saúde correspondem a 7,2%, sendo que desse percentual, 48,6% referem-se a despesas com remédios.

Pela pesquisa, a renda da família determina os gastos com saúde, ou seja, ganha mais e gasta mais, além disso, mulheres costumam cuidar mais de sua saúde que os homens. O resultado, segundo a autora, reforça a importância da preocupação com o envelhecimento populacional e com programas sociais para população de baixa renda e para homens.

A manicure Alexandra Kreyci tem dois exemplos na família: a sogra dela, de 88 anos, e o pai, de 78 anos. Segundo Alexandra, a sogra faz tratamento para demência e o pai sofreu cinco AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais). “Para o tratamento da minha sogra, pegamos alguns remédios no posto de sáude e outros compramos, com a ajuda de todos os filhos, e só um dos medicamentos custa mais de R$ 100. No caso do meu pai, que infartou, nem todos os remédios conseguimos no SUS e alguns temos que comprar também e o dinheiro sai da aposentadoria dele”, detalha a manicure, ressaltando que o dinheiro para comprar os medicamentos que faltam poderia ser usado para o bem-estar dele.

Paciente do SUS (Sistema Únido de Saúde), Joceli Aparecida Olguin Beltran, 60, enfrenta problemas crônicos de pulmão desde janeiro deste ano, quando passou por consulta na rede e descobriu que teria que fazer uma tomografia. “Conseguiu fazer a tomografia somente em junho, por interferência de um vereador. Em março, o pneumologista pediu broncoscopia. No Poupatempo me disseram que a máquina estaria quebrada. Fiz o exame agora em outubro e paguei R$ 930 na rede particular. Meus familiares arrecadarem o valor e mais R$ 200 para a biópsia. Também gastei mais R$ 520 com endoscopia e biópsia. E nem sempre encontro os medicamentos de uso contínuo no SUS, que são o Alenia e o Speriza, inaladores para o pulmão, que custam R$ 300 cada”, relata Joceli, que depende renda do marido autônomo.

SUS — Sobre o exame de bronscopia, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a máquina está quebrada e será comprado novo equipamento, com recursos federais. A Secretaria diz que o equipamento é importado e deve chegar apenas no primeiro semestre de 2019, sendo que os atendimentos de urgência são encaminhados para Limeira. A Coordenadoria de Assistência Farmacêutica do Governo do Estado afirmou que Joceli retirou o medicamento Alenia em outubro e que, assim como o Spiriva, está em processo de aquisição e que a paciente será comunicada quando houver disponibilidade do item.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Pacientes com câncer sofrem com falta de remédios em hospitais federais no Rio

O medicamento que pode custar até R$2 mil reais em uma farmácia comum não tem previsão para chegar nas unidades federais do Estado do Rio


Pacientes com câncer sofrem com a falta de remédios para tratar a doença nos hospitais federais do Estado do Rio de Janeiro.

O paciente Martinho dos Santos foi diagnosticado com câncer de próstata avançado, mas teve o tratamento interrompido, devido à falta de remédio no Hospital Federal do Andaraí, na Zona Norte do Rio. Martinho diz que sofre, já que pode perder a vida se não continuar o tratamento.

“Difícil, muito difícil. É preocupante. Esse remédio não vai me dar a cura, mas ele vai prolongar a minha vida mais um pouco.

Entre as duas opções de medicamentos receitadas pelo médico, há 12 dias, nenhuma estava disponível na farmácia do Hospital do Andaraí, na manhã desta segunda-feira (5). Martinho disse que o Hospital informou que entraria em contato assim que o remédio chegasse, mas até o momento esse contato não aconteceu, para desespero dele.

Assim como Martinho, o paciente Alberto Pereira também sofre com o descaso e a falta de remédio para tratar o câncer de próstata. O idoso diz que a sensação é de desespero, e a falta do tratamento diminui a esperança de lutar pela vida.

"A falta dessa medicação significa para mim que eu estou indo embora, estou me despedindo da vida sem pelo menos ter a chance de lutar pela minha vida", lamentou Alberto.

O paciente, ainda ressaltou, que no mês escolhido para atentar a população sobre a doença, o “novembro azul”, os pacientes sofrem por não conseguir fazer o tratamento adequado.

O remédio, que pode custar até R$ 2 mil em uma farmácia comum, impede que o câncer avance e pode decidir a vida de um paciente. Josiane Ribeiro, filha de Martinho, disse que a despesa com o medicamento pode ser muito grande, caso o paciente precise pagar por ele.

"Mesmo que venda tem que ser agendado com a direção do Hospital para tomar aqui, porque não pode aplicar em qualquer lugar. E aí, de três em três meses você dispor desse valor é um peso muito grande no orçamento", ressaltou Josiane.

No Hospital dos Sevidores, no Centro do Rio, pacientes também denunciaram a falta de remédios para o tratamento do câncer.

José Augusto de Albuquerque tem câncer no pulmão e está sem o remédio desde abril. Segundo Aline Campos, filha de José Augusto, a situação do pai só piorou desde quando ele parou de tomar o medicamento, e que o hospital informou que não tem previsão de quando o remédio vai estar disponível na unidade.

“Está em processo de compra e não tem previsão de chegada. A gente está sofrendo muito. É um descaso, é nosso direito. A gente paga imposto para quê? Para morrer?”, questionou Aline, que sofre com a piora do pai.

Por: RJ1 | Fonte: G1

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Falta de kit para hepatite C prejudica pacientes da região de Campinas

Dois dos três medicamentos estão com problemas na distribuição do Ministério da Saúde. Paciente de Hortolândia sofre sem o tratamento

Pacientes com Hepatite C sofrem sem previsão de receber medicamentos em Campinas

O problema na distribuição de kits contra hepatite C prejudica pacientes da região de Campinas (SP). De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a distribuição é feita pelo Ministério da Saúde e dois dos três medicamentos presentes no pacote estão em falta. O coquetel só pode ser repassado se estiver completo. Em Hortolândia (SP), a Farmácia de Alto Custo afirmou que a espera na fila chega a seis meses.

Pelo menos 30 pessoas estão na fila de espera para conseguir o kit na cidade. O motorista Roque Sales foi diagnosticado com cirrose hepática e hepatite C. A médica do Sistema Único de Saúde (SUS) receitou os três medicamentos do kit, mas até agora ele não iniciou o tratamento por causa do problema na distribuição. Enquanto isso, o quadro do paciente agrava com muitas dores e inchaço.

“Fomos sete vezes na farmácia e nada. Uma caixa só custa R$ 62 mil. Nós tentamos comprar, mas é impossível”, disse a esposa Claudia Sales.

A médica infectologista da Unicamp Raquel Stucchi afirmou que a falta do coquetel piora o quadro do paciente. Além disso, se ele tivesse iniciado o tratamento em março, quando foi diagnosticado, a possibilidade de cura seria de 90%.

“Ele está cada vez mais inflamado, então vai ter mais cansaço, vai ficar mais inchado, esses sintomas podem persistirem neste tempo”, explicou a especialista.

Pacientes precisam de alternativas para suprir ausência do kit contra hepatite C | Foto: Reprodução/EPTV

O que diz o Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informou que não há falta de medicamentos para os pacientes diagnosticados em 2017. No entanto, a compra de remédios para os casos deste ano ainda depende da escolha da empresa responsável. A definição deve acontecer ainda nesta quarta-feira (31).

O governo estadual confirmou que os remédios foram pedidos. Para os pacientes que necessitam do kit o quanto antes, a defensoria do Ministério Público é uma alternativa, mas é preciso levar a receita e documentos pessoais para receber a orientação.

Por: EPTV 1 | Fonte: G1

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

População denuncia distribuição de medicamento vencido no Piauí

Medicamento vencido pode colocar em risco a vida dos pacientes


A página “A sua voz”, no Facebook, repercutiu a denúncia de uma moradora da cidade de Capitão de Campos, na Região Norte do Piauí, identificada apenas como Andressa Anny, na qual a Secretaria Municipal de Saúde do município estaria distribuindo medicamentos com data de validade vencida.

O medicamento “Anemifer”, usado para o tratamento de anemia, que havia sido entregue pela Secretaria, tinha vencido em setembro: “Além de demorar vir remédios para a Secretaria de Saúde, ainda dão remédios vencidos, é muita falta de vergonha”, disse Andressa em tom de desabafo.

A ingestão de medicamentos com data de validade expirada pode colocar em risco a vida dos pacientes.

Na postagem, uma pessoa identificada como Cássio Erivan Rodrigues, disse fazer parte da Vigilância Sanitária do município e escreveu: “Lamentamos o ocorrido, pois fiscalizamos com frequência tanto os medicamentos da Secretaria como das farmácias da cidade. Os medicamentos vencidos são separados e incinerados em Piripiri. Houve um erro, pois tinham apenas 2 frascos de Sulfato Ferroso vencidos em setembro de 2018 e, os demais, com validade até 2020, Reitero nossas desculpas”.

A Prefeitura Municipal de Capitão de Campos foi procurada para esclarecer a denúncia, mas não se pronunciou até o momento.

Por: Waldelúcio Barbosa  | Fonte: Meio Norte

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Pacientes transplantados relatam falta de medicamento essencial no Rio

Remédio é usado para evitar a rejeição do órgão transplantado e estaria em falta há pelo menos duas semanas


Pacientes que passaram por transplante estão novamente sem receber, no Rio, um medicamento essencial, que é usado para evitar a rejeição do órgão.

O Tacrolimo é um remédio indispensável para quem passou por um transplante de órgãos e é de uso contínuo. Sem ele, o paciente corre risco de perder o órgão e ter de voltar para a fila de transplantes.

O remédio custa em torno de R$ 500, mas é oferecido pela rede pública. Porém, está em falta na Rio Farmes, a farmácia do governo do estado para remédios especiais.

Segundo os pacientes, o medicamento está em falta há pelo menos duas semanas.

“Eu preciso dele para viver e não ter rejeição”, disse uma paciente que, acometida por uma doença genética, foi submetida a um transplante há 16 anos.

“Nossos filhos tomam ele [tracolimo] duas vezes ao dia e não podem deixar de tomar”, cobrou a mãe de uma criança de 1 ano e 4 meses, transplantada há cinco meses.

“Este é o descaso, a falta de respeito, e nós transplantados estamos correndo risco de vida”, apelou outro paciente.

A Secretaria Estadual de Saúde disse que tem o remédio na concentração de 5mg, mas que está em falta o medicamento de 1mg. A pasta afirmou que há previsão de receber lote do medicamento ainda nesta quinta-feira (25).

Por: Diego Haidar | Fonte: G1

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Portugal: falhas nas farmácias deixam 45 milhões de medicamentos em falta

Nos primeiros nove meses do ano, faltaram 45 milhões de medicamentos nas farmácias portuguesas, o que corresponde a um aumento de 28% face ao período homólogo no ano passado


Ao todo, foram 45,1 milhões de medicamentos que faltaram nas farmácias do país — muitos dos quais receitados pelos médicos e alguns considerados essenciais pela Organização Mundial de Saúde. As falhas correspondem a um aumento de 28% face ao mesmo período de 2017, nos primeiros nove meses deste ano, como avança o Jornal de Notícias, na edição desta terça-feira.

Por falta de liquidez e porque o abastecimento do mercado é irregular, as ruturas de stock nas prateleiras são cada vez mais frequentes, sendo que as farmácias têm dificuldades crescentes em responder às necessidades dos doentes no momento, que acabam por ter de fazer várias deslocações para comprar os medicamentos que o médico receitou.

Este é um problema que afeta todo o tipo de medicamentos, sejam de marca ou genéricos. Só em setembro, foram reportadas cerca de 6,3 milhões de embalagens em falta (mais 42% do que em setembro de 2017) por 1.949 farmácias, segundo o último relatório do Observatório dos Medicamentos em Falta do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (Cefar) da Associação Nacional das Farmárcias (ANF).

Mas, para compensar as ruturas de stock, a substituição de embalagens tem de ser feita; essa alternativa traz consigo alguns inconvenientes, como o transtorno das viagens à farmácia e o risco de confusão na toma do medicamento. Segundo Luís Martins, diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, são situações que poderiam ser evitadas, caso o sistema de prescrição eletrónica de medicamentos alertasse os médicos para as faltas no momento em que estão a passar a receita.

Além disso, registaram-se 277 mil faltas em setembro do Sinemet, medicamento para tratamento da doença de Parkinson, o que provocou bastante angústia nos doentes. Neste sentido, o Infarmed dedicou prioridade máxima ao caso e garantiu que o mercado está a ser abastecido com alternativas.

Por sua vez, a presidente do Infarmed, Maria do Céu Machado, afirmou numa conferência de imprensa realizada em setembro que “a interrupção do tratamento pode ser ainda mais grave do que a própria doença”, garantindo assim que não haveria falhas de tratamento em Portugal.

Recorde-se que o Infarmed recebe, em média, por semana a notificação de 30 ruturas de curta duração, seis de impacto médio e outras seis de impacto elevado.

Fonte: Observador